A quadrilha eleitoral de Drummond

Sem o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), na disputa, que direciona as suas energias para eleger o seu sucessor em seu estado, em confronto com o bolsonarismo, lá encarnado pelo senador Sergio Moro, agora no PL, Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, é o indicado pelo partido de Gilberto Kassab para concorrer à Presidência da República. Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul, não gostou. Leite se apresenta como uma candidatura presidencial alternativa à polarização petismo x antipetismo ou bolsonarismo x antibolsonarismo. O raciocínio é sucinto: na órbita do bolsonarismo, Caiado, assim como o ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo), é mais do mesmo. O eleitorado “nem-nem”, independente, segue sem alternativa para chamar de sua.

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Em Minas, o PSD vive outros dilemas. O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, tem Zema e Caiado em seu palanque – mas gostaria mesmo é de se aliar ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ainda sem entusiasmo com Mateus Simões, mas sem dispensá-lo – pois apoio, ainda que “infiel”, não se rejeita – Flávio Bolsonaro está de olho na composição com o senador Cleitinho (Republicanos). Mas esse é um palanque que a articulação política de Mateus Simões ainda não desistiu de desmontar: Cleitinho segue sendo o grande empecilho para que o governador se lance ao voo do segundo turno.

Assim como o PSD, o PL mineiro são vários. Uma banda, encabeçada pelo deputado federal Nikolas Ferreira e pelo deputado federal e pré-candidato ao Senado Federal Domingos Sávio, gostaria de apoiar Mateus Simões. Em direção contrária, a........

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