Dividido, PL concentra oposição na Câmara de BH
Em uma Câmara Municipal majoritariamente alinhada ao Executivo, a bancada do PL decidiu ocupar um espaço pouco explorado em Belo Horizonte: o da oposição organizada à Prefeitura de Belo Horizonte.
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A escolha evidenciou divergências internas, mas também consolidou um grupo de vereadores que passou a priorizar fiscalização, pedidos de informação e controle institucional como eixos do mandato.
Vereadores relatam que o partido chegou a ser identificado principalmente com pautas morais, mas rapidamente avaliou que isso não seria suficiente.
Em reunião antes da posse com os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Bruno Engler (PL-MG), o diagnóstico foi direto: valores não substituem atuação concreta sobre saúde, transporte, obras e serviços públicos. Defender bandeiras sem também enfrentar problemas cotidianos da cidade esvaziaria a função do vereador.
A partir desse entendimento, formou-se um núcleo mais atuante dentro do PL, composto por Pablo Almeida, Uner Augusto, Vile e o Sargento Jalyson.
Do outro lado da bancada estão Marílda Portela e Cláudio do Mundo Novo, que mantêm cargos comissionados na administração municipal e são vistos internamente como mais próximos da base do governo.
A diferença entre os dois grupos está no método de atuação. Enquanto uma ala aposta na interlocução direta com o Executivo, a outra passou a utilizar com maior frequência os instrumentos formais do Legislativo.
Pedidos de informação, fiscalizações em campo, representações no Tribunal de Contas e ações........
