O amor não se aposenta
Existe uma crença silenciosa, raramente dita de forma explícita, mas profundamente instalada no imaginário coletivo: a de que o desejo de amar, de se vincular, de construir intimidade, teria prazo de validade. Como se o amor fosse um território reservado à juventude.
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No consultório, essa ideia aparece de maneira sutil. Não como afirmação, mas como dúvida. “Será que ainda faz sentido querer alguém?” “Será que não estou velho(a) para isso?” “Será que isso não é inadequado?”
Curiosamente, o desejo permanece vivo. O que envelhece é apenas a autorização interna para assumi-lo. Querer um novo parceiro aos 60, 70 ou 80 anos não é exceção. É expressão legítima daquilo que nunca deixou de ser humano: a necessidade de troca, de presença, de afeto compartilhado. O vínculo não perde relevância com o tempo. Em muitos casos, ele se torna ainda mais significativo.
Certo ou errado: de quem é a voz que julga suas escolhas?
Autoestima não se constrói no olhar do outro
Quando o medo é maior que o desejo, a vida paralisa
A maturidade, no entanto, traz um cenário diferente. Os encontros já não acontecem de forma espontânea como em fases anteriores da vida. A rotina muda, os........
