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Autoestima não se constrói no olhar do outro

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08.01.2026

A cada dia percebo mais pessoas sofrendo em busca de validação, como se o olhar do outro fosse um termômetro constante de valor pessoal. Nessa dinâmica, transfere-se para fora um poder que deveria ser interno: o poder de definir se sou suficiente, se estou bem, se posso me sentir seguro ou feliz.

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Quando observo com mais profundidade, quase sempre existe uma história por trás. Muitas dessas pessoas cresceram em ambientes marcados por críticas frequentes, julgamentos excessivos e pouco reconhecimento emocional. Na infância, aprendemos quem somos a partir do espelho que nos é oferecido. Quando esse espelho devolve a cobrança, desqualificação ou amor condicional, a mensagem silenciosa que se instala é clara: meu valor depende da aprovação do outro.

Ao longo da vida, essa lógica tende a se repetir nas relações sociais. Elogios, reconhecimento e acolhimento funcionam como alívios momentâneos, enquanto críticas ou rejeições reativam feridas antigas. Assim, a pessoa passa a buscar no outro a confirmação que não conseguiu construir dentro de si. Não por fraqueza, mas pelo que aprendeu emocionalmente ao longo da vida.

Mesmo as conquistas pessoais, que poderiam fortalecer a sensação de competência, muitas vezes não conseguem sustentar esse valor internamente. O resultado alcançado não se transforma em segurança. O elogio é minimizado, relativizado ou descartado. A pessoa escuta, mas não acredita.........

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