A coragem de se tornar quem se é: o compromisso para 2026 |
A virada do ano costuma ser tratada como um marco externo. Muda-se o número no calendário, renovam-se promessas, metas e listas do que precisa ser conquistado para que a vida, enfim, faça sentido. Há um desejo legítimo de recomeço, mas também uma pressa silenciosa em acertar, como se o novo ano exigisse uma versão melhorada de quem somos.
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Nesse movimento, muita gente se perde de si. Ajusta escolhas, comportamentos e desejos para caber em expectativas alheias, em comparações constantes e em modelos prontos de sucesso e felicidade. Quanto mais tenta corresponder, mais distante fica do que realmente importa. A felicidade, que parecia ser o objetivo, passa a se apresentar como algo sempre adiado, condicionado à próxima conquista, ao próximo reconhecimento, à próxima validação.
No consultório, esse afastamento aparece com frequência. Pessoas empenhadas em fazer dar certo, em serem felizes, produtivas e realizadas, mas que já não sabem responder com clareza quem são, o que desejam ou o que faz seus olhos brilharem. Quando convido alguém a........