Opinião | Como a Europa pode se proteger de um ataque militar dos EUA?
Trump quer mesmo anexar a Groenlândia aos EUA?
Não faltam motivos para os EUA se interessarem pela Groenlândia. O problema é que a população local e o governo da Dinamarca não estão abertos à negociação.
Nessa segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu numa carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, que, porque não foi agraciado com um Prêmio Nobel da Paz, não se sente mais obrigado a “pensar puramente na paz”.
Trump vem, há meses, anunciando o seu desejo de anexar a Groenlândia, que pertence à Dinamarca, ao território americano. Mas agora ele também vem ameaçando o uso de hard power, de sanções a operações militares, para atingir seu objetivo
Decidir enfrentar o Pentágono não é uma posição simples para os europeus.
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Os Estados Unidos investem bem mais em defesa que qualquer nação do mundo. Na verdade, os americanos somam mais que o dobro do gasto combinado de todos os demais membros da Otan. Em 2024, os Estados Unidos responderam por 66% do gasto militar da Aliança. Os europeus somaram 30%.
Donald Trump tem à disposição as forças armadas mais letais da história, com milhares de equipamentos de ponta, incluindo 13 mil aeronaves militares, mais de 4.500 tanques, 296 navios de guerra e 11 porta-aviões (todos de propulsão nuclear).
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Num conflito com a Europa, os Estados Unidos teriam vantagem indiscutível em treinamento, logística e prontidão de tropas e equipamentos. Não é pouca coisa.
Trump também pode contar com um “botão” que controla 5.500 ogivas nucleares – cerca de 90% do arsenal nuclear do Ocidente. Na Europa, só duas potências têm arma........
