Opinião | A estagnação econômica do terceiro trimestre |
Economista (UFMG, USP e Harvard), professor sênior da USP, consultor econômico e de ensino superior, Roberto Macedo escreve na primeira e na terceira quinta-feira do mês na seção Espaço Aberto
Economista (UFMG, USP e Harvard), professor sênior da USP, consultor econômico e de ensino superior, Roberto Macedo escreve na primeira e na terceira quinta-feira do mês na seção Espaço Aberto
É sabido que a variação do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano foi muito baixa, de 0,1%, conforme noticiado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 4 de dezembro, dia em que publiquei meu artigo da primeira quinta-feira do mês, escrito na quarta-feira. Publico também na terceira quinta e só agora pude tratar dessa variação do PIB, tema sempre interessante.
Nos dois trimestres anteriores, o crescimento foi de 1,4% no primeiro e 0,4% no segundo. Ou seja, a tendência de queda é clara. Nos três anos anteriores, o PIB cresceu perto de 3% no ano, mas a previsão do mercado é de algo próximo de 2% para o PIB de 2025 e de 2026. Como Lula será candidato, terá de se explicar quanto a essa queda. Ele enfatizará os 3%, mas essa taxa tampouco é grande coisa. O Brasil deveria procurar crescer 4% ou mesmo 5%, mas nem o Executivo nem o Legislativo federais parecem se preocupar com isso. Desde os anos 80 o País vem crescendo pouco, ficando para trás entre seus pares no........