Opinião | No Brasil, a ética da casa contraria a do mundo público
A coluna sai no jornal impresso às quartas-feiras – esta, marcada pelas cinzas que simbolizam rotinas e limites suspensos no carnaval. Um amador pergunta por que se “pula” carnaval? Refleti sobre isso faz tempo: porque o pular não leva a nenhum lugar e, por isso, é uma extremada expressão de alegria. Nas procissões, festas cívicas e passeatas políticas, marcha-se: notou o contraste? Os pulos carnavalescos equivalem às prerrogativas que mascaram ilícitos.
Pular não viola a “ética de arrumação” na qual o roubo é relativo a quem rouba. Conflitos de interesses ou dilemas são legalmente derretidos nos privilégios (na lei destinada para cada cargo ou casta).
O problema maior........
