Opinião | Não tem mais jogo com racismo: o futebol não merece atitudes paliativas ou frouxas |
Mauro Beting: 'Nenhum jogador teve coragem de defender a própria pele como Vini Jr'
Brasileiro acusou adversário de racismo, mas ninguém foi punido, e ele levou amarelo.
- Negro, cabrón, recoge el algodón!
O zurro de muita gente no Santiago Bernabéu, em 1993, para o nigeriano Agbonavbare, goleiro do Rayo Vallecano. O melhor no empate com o Real Madrid. Na saída, madridista o xingou na TV, ao lado de adolescentes gritando “Ku Klux Kan”.
Eu já trabalhava na mídia. Mas só soube anos depois. Não repercutia o racismo. Ou “fazia parte do jogo”. Palavras do goleiro: “Fiz várias defesas. Normal que me xinguem pela cor”. Outros brasileiros pretos e mulatos sofriam na pele. Não abriam a boca. “Seria ainda........