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Análise | Como a nova estratégia de defesa dos EUA afeta o Brasil ao priorizar o Hemisfério Ocidental

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03.01.2026

Se a nova Estratégia Nacional de Segurança dos EUA provocou reações entre aliados europeus em razão de seus ataques aos rumos da União Europeia, quase abandonada à própria sorte diante dos drones de Moscou, o documento divulgado pela Casa Branca há um mês, deixou claro que uma das mais importantes mudanças geopolíticas da atualidade não está do outro lado do Atlântico, mas no chamado Hemisfério Ocidental, onde está o Brasil. É ele que fundamentou a ação de Donald Trump na Venezuela.

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Como notou então o coronel Paulo Roberto da Silva Gomes Filho, do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEx), era a “primeira vez que, em um documento desse tipo, o Hemisfério Ocidental” passava a ser “o foco central da estratégia americana”. Para o coronel, isso significava “menos atenção à Europa e ao Oriente Médio… E muito mais atenção ao Brasil, à América do Sul e ao Caribe”.

Mas de que forma essa atenção se daria? Além de levar à prisão de Maduro e da captura do petróleo do País, como a nova estratégia pode explicar a “química” entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para além das simpatias mútuas? É possível encontrar parte dessas respostas no texto do documento.

Um dos pontos importantes dele é a exposição feita pela........

© Estadão