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Opinião | Liberdade sem chance de erro não é liberdade

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27.12.2025

Retratações públicas por “incorreção política” são uma espécie de marca universal das autocracias. Nos tempos duros da União Soviética, uma crítica a Stalin rendia uma expiação pública, e depois coisa pior. Em Cuba, nos anos setenta, ficou famosa a “retratação” do poeta Heberto Padilla, por suas críticas à ditadura castrista, que levou a ruptura de tantos intelectuais com Fidel, como Llosa e Octavio Paz.

Me lembro disso quando vejo o País bizarro em que vamos nos convertendo. País que exige uma retratação pública de uma cantora de Axé, a Claudia Leitte, por cantar “meu rei Yeshua”, ao invés de “rainha Iemanjá”, na música “Caranguejo”, num show de verão. Retratação e multa de 2........

© Estadão