Opinião | Rufino’s, um clássico do peixe em São Paulo |
De omakases com estrelas Michelin a bares descolados, São Paulo nunca viveu uma era tão dourada para a gastronomia do mar quanto a nossa. Sushi, ceviche, peixe na brasa e crudo de tudo que é maneira têm sempre um novo lugar para se exibir. Talvez por isso fizesse tantos anos que eu não pisava no Rufino’s. Nem digo o original do Guarujá, mas o do Itaim.
O primeiro tem 57 anos e fui uma única vez, durante a adolescência. Para os amigos que me levaram, era o restaurante de final de semana na praia. Para mim, além de caríssimo, foi um choque: o peixe gigante, com muito sabor, mas pouco peixoso; o molho à belle meunière tinha camarões que não eram microscópicos. Não sei se estava no menu ou se foi uma graça aos jovens habitués, veio com purê posicionado com manga de confeiteiro.
No segundo, o paulistano, lembro mais dos garçons vestidos de marinheiros do que do que comi – o que pode ter contribuído para a demora em voltar. Azar o meu! Logo na entrada, o aquário tem lulas vermelhas brilhantes, camarões de mais de 15 centímetros, alguns peixes e umas cavaquinhas de tamanho quase duvidoso.
“Aqui chamamos de tamarutaca, não cavaca. Está vendo, ela tem essa........