Opinião | Mar e liberdade: o Cais em sua melhor forma
Há uns dois anos, o Cais lançou seu banquete (R$ 398), nome charmoso para o menu degustação de cinco tempos com direito a harmonização (R$ 320). Enrijeceu e encareceu a experiência de um lugar que nunca foi barato nem despretensioso.
Se a comida piorou, se os vinhos estavam mal escolhidos, longe disso, mas, puxa vida, a graça ali era brincar com peixes frescos, das nadadeiras aos embutidos, passando por crus e grelhados, quiçá curados, conforme a fome e o desejo se impunham. Entre uma coisa e outra, descobrir um novo produtor de vinhos.
Alguém consegue explicar por que um restaurante jovem precisa engessar a experiência? Por sorte, 2026 chegou afogando esse ranço. Com o cardápio em mãos, tudo voltou a ser divertido na casinha da Vila Madalena. Até os lapsos, até a voz do garçom igualzinha a do Mohamad Hindi.
Logo de cara, com fome e gula rugindo, foi impossível recusar a conservinha do dia (era de mexilhões, era ótima), a........
