Notícia | Empresas antecipam-se às eleições e devem captar menos em 2026

As empresas devem captar menos recursos no mercado de dívida local neste ano, uma vez que já anteciparam necessidades e rolaram dívidas em 2025 para escapar da volatilidade das eleições em outubro. Esse movimento acabou surpreendendo banqueiros e gestores, que esperavam um volume até 30% menor de captações no ano passado, em razão do montante recorde levantado em 2024, mas que não se concretizou.

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Até novembro, as empresas levantaram R$ 717,2 bilhões no mercado de capitais, com emissão de debêntures, certificados de recebíveis do agronegócio (CRA), certificados de recebíveis imobiliário (CRI), notas comerciais e fundo de direitos creditórios (FIDC). O montante foi recorde para o período e 4,5% acima de 2024. Considerando que desse total R$ 15 bilhões são em ações, a maioria foi em renda fixa, securitização e instrumentos híbridos. As ofertas de debêntures somaram R$ 433 bilhões nesse período, também um recorde.

Nesse movimento, o custo de captação das companhias de primeira linha caiu fortemente e o incentivo para as ofertas de papéis cresceu, compensando a elevação da taxa Selic, que chegou aos 15%. A queda no custo de captação foi mais acentuada entre os títulos incentivados, onde o prêmio para colocar uma nova oferta no mercado chegou a ficar negativo.

Em 2026, entretanto, a história tende a ser outra, em meio a um debate........

© Estadão