Opinião | Admiráveis novos terrores |
A partir de agora, em pleno ano eleitoral, o enredo é conhecido.
Se os políticos de centro não forem capazes de encontrar um candidato sério, competente e competitivo, Lula, docemente constrangido, aceitará ser reeleito e quem sabe até pleitear um terceiro e um quarto mandato, como vem se tornando regra na América Latina e até nos Estados Unidos. O quilômetro zero da loucura que estamos vivendo foi lá atrás, em 2002, quando Lula, em vez de celebrar o controle de uma série de superinflações que já duravam 33 anos, qualificou-a como a “herança maldita” de Fernando Henrique Cardoso.
Se começarmos a cair de verdade, talvez, quando estivermos descendo a ladeira, quiçá até possamos dar um alô para uma ascendente Argentina, se Milei lograr tal milagre. Não garanto nem descarto: apenas constato. Tendo chegado, nas primeiras décadas do século, à condição de um dos países mais ricos do mundo, com uma renda per capita comparável à da Alemanha e superior à da Itália, a Argentina despencou e não voltou a botar a cabeça para fora. Isso, como sabemos, principalmente depois de 1943, quando Juan Domingo Perón, recém-saído da Escola Militar, se fez aceitar pela corriola golpista que havia anos só pensava naquilo. E tanto fez que conseguiu. Mesmo com seu........