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Sobreviver a um Estado que tudo quer, tudo absorve

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29.07.2026

Existe uma máxima, até já antiga, que resume uma clivagem política da qual depende a nossa sobrevivência enquanto civilização próspera: “Há dois tipos de pessoas neste mundo – as que acreditam que o governo zela pelos seus melhores interesses... e as que pensam.”

Poderia agora ir buscar milhares de exemplos históricos (desde a Antiguidade ao século XX) para ilustrar este ponto, mas será mais útil pensar na nossa realidade atual.

Isto, porque a capacidade de questionar o mito do Estado paternalista – a ideia ingénua de que a máquina política existe para defender os cidadãos, uma ideia profundamente enraizada na sociedade portuguesa, em enorme parte por culpa dos media tradicionais, quando na verdade funciona segundo a sua própria lógica de sobrevivência e arrecadação – deveria ser um ativo de cidadania.

O caso mais recente de como o Estado se preocupa com tudo menos com quem produz é bem patente na recente decisão da Autoridade Tributária (AT) ao deliberar que qualquer trabalhador que utilize parte da sua habitação para a sua atividade profissional perde na........

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