O sinal de alarme que vem do crédito ao consumo
Em maio passado, os números divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) fizeram aparecer os primeiros néons vermelhos: o crédito ao consumo bateu recordes históricos (as séries começaram a ser acompanhadas pelo BdP em 2013) em março, com os portugueses a assinar 161.983 contratos, no valor global de 944 milhões de euros. Foi o valor mais alto de sempre e mais 24,1% do que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3%. As informações divulgadas pelo BdP sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades a de descoberto e linhas de crédito.
Mais recentemente, no passado mês de junho, o banco central decidiu divulgar uma análise sobre a evolução do crédito aos consumidores entre 2018 e 2025.
E, se no crédito automóvel, há um aumento acentuado dos montantes contratados, no crédito pessoal o que salta à vista é o aumento significativo de contratos – no final do ano passado havia 1,6 milhões de contratos deste tipo de empréstimo, que compara com os 986 mil existentes no final de 2018.
Outro dado particularmente relevante é a evolução da idade dos novos devedores. Segundo a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira, no crédito pessoal, metade dos que contrataram créditos pessoais tinha 45 ou mais anos, enquanto 10% dos novos devedores de crédito pessoal tinham mais de 65 anos, revelando que este tipo........
