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Crónicas de Lisboa: Bilhetes Postais com Cores Outonais

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18.10.2021

1) As estacões do ano já não são como dantes, diz o povo. De facto, os mais velhos, lembram-se que o clima de cada estação era mais constante e regular com aquilo que cada uma das estações representava. A Primavera florescia e trazia a luz e a alegria da natureza que a sua antecedente estação, a do Inverno, nos tinha “roubado” obrigando-nos a uma forma de vida mais taciturna e escura. Depois o Verão vinha desabrochar e trazer o calor às vidas humanas e da natureza.

Ponte Vasco da Gama

E por fim, o Outono com as suas cores dos diversos tons de amarelo e castanho marcava a colheita dos frutos, cereais, vinho, etc, que a natureza e a mão do homem fizeram desabrochar e crescer. Arcas e os celeiros cheios para a “estação das trevas”, o inverno. Era assim, idilicamente, como nós vivíamos as quatro estações do ano. Mas o romantismo não mata a fome e muito menos contribui para o bem-estar duma sociedade, e, assim, o Homem continuou a sua luta pelo desenvolvimento em todas as áreas da sociedade, pelo que as alterações no “modus Vivendi” das sociedades desenvolvidas quase que converteram estes tempos numa única estação do ano. A descoberta da eletricidade e tudo aquilo que ela veio permitir nesse desenvolvimento, mas a eletrificação foi lenta e, ainda hoje, há milhões de pessoas que não tem acesso a ela. Por exemplo, as atividades eram feitas de acordo com a luz natural e o clima de cada estação. Agora, trabalha-se durante as vinte e quatros horas do dia, sete dias por semana, etc e as estufas e as trocas de produtos sazonais dentre países dos dois hemisférios da Terra, permitem acedermos aquilo que antes eram apenas obtidos numa estação do ano.

Andando por aí, vamos captando imagens, e, algumas delas, já foram fotografadas........

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