O Algarve não precisa de demagogia rodoviária. Precisa de verdade e mobilidade sustentável
O Algarve não precisa de demagogia rodoviária. Precisa de verdade e mobilidade sustentável
A recente indignação dos deputados socialistas eleitos pelo Algarve perante a ausência da região no novo pacote nacional de investimentos rodoviários seria mais convincente se não viesse carregada de esquecimento selectivo. O Algarve tem razões antigas para se sentir prejudicado em matéria de mobilidade, mas a primeira obrigação de quem exerce mandato público é dizer a verdade inteira, não apenas a parte que convém ao combate partidário do momento.
Os socialistas falam em discriminação, abandono e ausência de investimento. O tom é fácil, a indignação é previsível e a conclusão parece pronta antes da análise. Mas há uma pergunta que não pode ser evitada: como pode o Partido Socialista falar da EN125 e das ligações rodoviárias algarvias como se nada tivesse tido a ver com o novelo jurídico, contratual e político que bloqueou durante anos a execução plena da Subconcessão do Algarve Litoral?
A requalificação e manutenção da EN125 integram uma subconcessão assinada em 2009, no tempo do executivo socialista de José Sócrates, entre a então Estradas de Portugal e a Rotas do Algarve Litoral. Tratava-se de um contrato de 30 anos, com termo previsto........
