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Codependência: a teia por trás da dependência

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friday

Quando falamos de dependência, seja de substâncias ou comportamentos, tendemos a concentrar o olhar no indivíduo que manifesta o sintoma. Contudo, na maioria dos casos, esse sintoma não existe isoladamente, ele respira dentro de um sistema afetivo onde cada gesto, omissão ou excesso dos familiares participa, consciente ou inconscientemente, da sua continuidade.

Não se trata de culpa, mas de dinâmica. A família, movida por amor, medo ou exaustão, desenvolve estratégias para lidar com o sofrimento que a dependência do seu familiar lhe traz. Protege, encobre, minimiza, justifica; paga dívidas, evita conflitos, suaviza consequências; oscila entre o confronto agressivo e a permissividade resignada. Nestes extremos, cria-se um campo onde o dependente não encontra o limite necessário para reconhecer a extensão da própria........

© Diário do Minho