Do Cantábrico aos Picos |
A primeira vez que ouvi falar das Astúrias foi na escola, quando se abordava o tema da Reconquista Cristã1. Na altura, fiquei com uma ideia vaga da sua localização e importância. Só mais tarde ouvi falar de Nossa Senhora de Covadonga, assim como da beleza e imponência dos Picos da Europa. Em 1993, ano da minha ordenação sacerdotal, uns amigos falaram-me desta região com um tal encanto que me fiz à estrada e descobri o que estava longe de imaginar: um dos lugares mais encantadores que conheço. Gostei tanto que, desde a primeira, já lá fui dezenas de vezes e, de cada vez que vou, fico sempre com a sensação de se tratar da primeira. Já aí levei dezenas de familiares e amigos e todos me dizem sentir o mesmo. De facto, as Astúrias é um daqueles sítios onde se vai e se deseja voltar.
Nos passados dias 24, 25 e 26 de abril, por lá andei a orientar um grupo de sessenta paroquianos, numa viagem que todos apelidaram de fantástica e de que darei conta aos leitores na próxima segunda-feira, para fazer memória de uma experiência que, em nós, aproximou a retina e o coração. Antes disso, e para aguçar o apetite, passo a uma apresentação sumária deste território rico em história, identidade, cultura e gastronomia.
A região das Astúrias é uma comunidade autónoma do norte de Espanha, situada entre o Mar Cantábrico e a Cordilheira Cantábrica2, com mais de um milhão de........