Quando a IA pede para parar, vale a pena ouvir |
Imagine que a sua obra-prima, a que passou a vida a construir, começa a construir-se a si própria. E que, a certo ponto, percebe que não consegue acompanhar o ritmo do que criou.
É exatamente isto que está a acontecer num dos laboratórios de inteligência artificial mais avançados do mundo.
A Anthropic, empresa americana criadora dos modelos Claude, publicou já no início de junho de 2026 um documento com um título que dispensa explicações. Chamou-lhe "When AI builds itself", ou seja, quando a IA se constrói a ela própria. O que ali se descreve não é ficção científica. É o relatório interno de uma empresa que trabalha com estas ferramentas todos os dias.
Os números são claros. Em fevereiro de 2025, a IA escrevia menos de 1% do código dos sistemas da própria Anthropic. Em maio de 2026, esse valor ultrapassou os 80%. Os engenheiros da empresa produzem hoje oito vezes mais código por dia do que há dois anos. Não porque trabalham mais horas. Mas porque a IA faz a........