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A batalha que ainda vive em nós

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07.05.2026

Nove séculos nos separam daquela manhã poeirenta em Guimarães, mas o eco das espadas de S. Mamede ainda ressoa em cada decisão que tomamos como povo. Mais do que um episódio gravado no granito do tempo, aquela batalha foi o parto de uma vontade coletiva: a de não sermos de outros para podermos ser, plenamente, de nós mesmos. Celebrar estes 900 anos não é apenas folhear o passado, mas reconhecer que a independência conquistada naquele campo permanece o nosso bem mais precioso – o alicerce invisível que nos permite, ainda hoje, falar a nossa língua, decidir o nosso destino e caminhar pelo mundo com o nome de Portugal no peito. 

Este orgulho que hoje sentimos não é um patriotismo vazio, mas a herança de uma coragem que desafiou o impossível. Ao olharmos para trás, vemos em S. Mamede o momento exato em que deixámos de ser uma intenção (animus) para nos tornarmos uma afirmação (corpus); a transição de um condado para a audácia de um reino e mais tarde de uma nação. Pertencer a este........

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