Por Entre Linhas e Ideias

“Como podemos falar do nada, se o nada é nada?” Caros leitores, esta semana resolvi fazer uma pequena maldade intelectual convosco. Normalmente, estas crónicas andam por temas éticos, inquietações humanas e perguntas filosóficas mais ou menos suportáveis. Desta vez, porém, decidi complicar ainda mais o pensamento de quem me lê, porque o tema é simples de formular mas depressa nos arrasta para um verdadeiro labirinto de ideias.

À primeira vista, esta pergunta pode soar a provocação absurda ou àquelas questões inesperadas que uma criança faz quando ninguém está à espera. Contudo, talvez sejam precisamente essas perguntas aparentemente inúteis que mais nos obrigam a pensar, porque mal pronunciamos a palavra “nada” já a estamos a transformar em alguma coisa, dando-lhe um nome e quase uma existência. É aqui que nasce o verdadeiro paradoxo, porque quanto mais tentamos pensar o nada, mais difícil se torna compreendê-lo.

Foi precisamente por isso que o........

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