Sismo trumpiano abala a Direita mundial |
Um farol que se fundiu). O “novo Trump”, o Trump do 2.º mandato (iniciado em 2025), está completamente diferente, para pior, daquilo que era (e representava para a Direita mundial) no seu 1.º mandato (2016-20). A sua chegada ao poder em 2016, vencendo Hillary Clinton, foi um bálsamo e uma esperança, para todos aqueles que desejavam restaurar a América, tal como ela foi até ao início dos anos 70, sob Nixon e depois Ford. Chamar de volta as indústrias, impor taxas, recuperar a moral e os costumes, combater o crime e a droga, erradicar o ridículo “wokismo”, defender o não intervencionismo (quando muito, admitindo a fórmula do velho pres. Monroe). E sobretudo barricar a fronteira, com a conclusão da alta paliçada metálica na extensa raia com o gigantesco e belo México (através de cujos largos “buracos” penetravam cada vez mais imigrantes, obviamente ilegais, em absurdos e provocatórios formigueiros de dezenas de milhar, de cada vez…). Ao ponto de, nos últimos 50 anos, os EUA terem recebido mais de 60 milhões de centro-americanos, hispano-falantes mas racialmente mestiços. Um grande e descabido impacto na composição étnica do povo norte-americano; que até aos afro-americanos prejudica, e de que maneira…
Os inesperados e descabidos projectos trumpianos). Mal regressado à Casa Branca em 2025, logo recebeu na “sala oval” o mundialmente contestadíssimo Netanyahu. Ao lado do qual proclamou uma série de projectos meio malucos: anexar o Canadá e a Gronelândia, transformar a já arrasada faixa de Gaza numa “riviera” turística (expulsando os “indígenas” para o deserto), reclamar o prémio Nobel da Paz, mudar o nome do Golfo do México, fazer a paz entre a Rússia e a Ucrânia sem (obviamente) dar razão ao peso dos argumentos históricos da Rússia. Menos tolo seria recuperar, a bem ou mal, a zona do Canal do Panamá, deitada ao lixo por Carter. E hoje integrado num país onde Bush (pai) foi em 1989 raptar e prender o PR, Noriega.
Onde, na prática, começou o “metamorfose” trumpiana). Até Junho de 2025 eram só palavras. Porém, a “pedido” de Israel, não é que Trump vai bombardear, e com bastante sucesso, as bem enterradas instalações nucleares do Irão, país que (vale o que vale) só as tinha para fins energéticos; que ainda não possuía qualquer bomba atómica (Israel terá, para cima de 15); e em que vigorava uma antiga “fatwa” (decreto) de Ali Khamenei, que proibia as armas nucleares. Ora, tudo isto indiciava que o novo Trump estava agora ali, apenas para servir os interesses de Israel. E que, ao contrário do que prometera, ia invadir e bombardear países terceiros. Depois disso, a “aguerrida pacifista" Corina Machado veio sabuja e pateticamente entregar-lhe o Nobel da Paz… e Trump “aceitou”.
Raptar e sequestrar Maduro, assassinar o aiatollah Khamenei…). O Mundo pensava que os EUA haviam acalmado e aceitado as críticas relativas à destruição de Natanz, etc. (em 2025). Nada disso. Continuando sem apoiar o partido da Rússia, no conflito desta com a Ucrânia, Trump ajuda os terroristas a tomarem o poder na Síria (aliada da Rússia). A seguir, vai a Caracas raptar e sequestrar (para os EUA) o legítimo e muito popular pres. da Venezuela; deixando o governo no lugar, mas roubando boa parte da futura produção de petróleo. E agora está a apoiar poderosamente Israel, nos despropositados bombardeamentos que Netanyau e os EUA fazem sobre o Irão, como se tratasse de um “Haiti” qualquer. E logo no 1.º dia são assassinadas à bomba as principais chefias políticas e militares desse velho país. É como eu disse, ainda em 2025, “Israel não é o 51.º estado dos EUA; os EUA é que parecem ser a 51ª freguesia de Israel”…
Só pode ser o “dossier Epstein”…). Para fugir a acusações, ainda escondidas, do caso do proxeneta judaico Epstein, seu antigo amigo, Trump “vendeu (agora) a alma ao Diabo”. No caso, a Netanyahu e a Israel. Em vez de assumir os problemas. Prefere ser um títere e manter a fachada a… “DEMITIR-SE, OBVIAMENTE”. Parece um daqueles gigantescos elefantes, carregados de luzes, nas festas do sul da Índia. Mas que são cavalgados por um “kornaka”. E que têm o tornozelo “algemado”.
Quem vai sofrer, é a Direita mundial). Ela tem de, imediatamente, condenar o “novo Trump”. E demarcar-se de todas estas inauditas “aventuras” do país que, sem qualquer direito para tal, se arvora em “polícia do planeta”. A Direita pode (e deve) conviver com Israel. Porém, historicamente, Israel nunca foi aliado da Direita, bem pelo contrário. E advinha-se: para contrariar a forte ascenção do Nacionalismo pelo mundo, nada como destruir o seu “porta-aviões”, D. J. Trump. Mais um bem pensado e manhoso “golpe de mestre” judaico.