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Quaresma: renovar-se para renovar

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17.03.2026

A Igreja celebra os sessenta anos do encerramento do Concílio Vaticano II (7 de dezembro de 1965). Para manifestar a sua atualidade e a necessidade de concretizar as suas orientações, o Papa Leão XIV tem vindo a abordar, nas catequeses semanais, os documentos aí aprovados. O Concílio quis renovar a Igreja, lembrando, porém, que nada acontecerá sem uma verdadeira conversão a Cristo.

“Toda a renovação da Igreja consiste essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação… A Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene.” Como instituição humana e terrena, necessita continuamente desta reforma. Assim, a fidelidade a Cristo condiciona tudo o que possa ser programado.

O Papa Francisco, logo na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho, afirmou que a renovação da Igreja é “inadiável”. Contudo, ela só será possível se existir espaço para uma espiritualidade marcada por um permanente desejo de conversão.

Também o Sínodo, ainda em fase de implementação, foi claro. O Documento Final começa por sublinhar que o coração da sinodalidade é a conversão, para a qual “somos chamados pelo Espírito Santo”. E acrescenta: “A........

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