Magnifica Humanidade: carta de amor |
Li, há dias, que a Magnifica Humanidade é uma «carta de amor» que o Papa Leão XIV escreve à humanidade de hoje. Nesta perspetiva, sem esquecer que ela se insere no caminho que a Igreja vem percorrendo desde Leão XIII, tomando consciência das «coisas novas» que permanentemente emergem e da necessidade de encontrar respostas novas e convincentes, esta encíclica deverá ser interpretada à luz do Concílio Vaticano II. Para que Deus habite na humanidade, torna-se imperioso percorrer os caminhos da «nova» eclesiologia e, em particular, da Gaudium et Spes: «As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e de todos os aflitos, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e nada existe de verdadeiramente humano que não encontre eco no seu coração (...). É por isso que a comunidade dos cristãos se reconhece real e intimamente solidária com o género humano e com a sua história» (GS 1).
Num tempo marcado pelo transumanismo, movimento filosófico e científico que se propõe superar as limitações físicas e intelectuais através das tecnologias emergentes, e........