Cognomes antigos e modernos

Os Poetas desabafam e desintoxicam-se amiúde; os Romancistas e apresentadores de televisão – que normalmente acumulam ambos os feitos – proliferam, libertando-se de ilusões criadas, sem pagarem publicidade; os filósofos da fancaria abundam, pelas praças da cidade; os Historiadores defendem o que querem, esquecem o que lhes convém e predizem muitíssimo mais; certas opiniões públicas, tantas, são “histórias de lareira” com décadas de existência, rançosas!

No tempo que passa, os Órgãos de Comunicação Social estão sobrelotados de Especialistas como nunca se viu em Portugal, e nunca se viram neles tantos generais a opinar sobre a guerra actual no mundo, mas sem nunca participarem em guerras.

No meu caso, para estar bem informado e formado, possuo milhares de documentos na biblioteca, onde tantos me provocam o riso, a pena e a ira, mas vivo seguro do que vou dizendo e escrevendo.

Assim, calçando as luvas mais indicadas com que maneio o meu arquivo, bem como o uso de uma máscara que me protege a respiração, encontrei um livro que me serviu para conhecer a História de Portugal, na quarta classe, datado de 1938! Docemente folheei-o e recordei coisas. 

E quando me preparava para (docemente) o colocar no........

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