Perdeu-se o sentido de recato e a noção do pudor?

Quase de uma forma explosiva vemos que, hoje, uma boa parte das pessoas põe tudo (entendendo mesmo por ‘tudo’, desde o mais visível ao que devia ser resguardado) à mostra sem peias nem receios: factos da vida privada tornam-se conhecidos, mostrados e quase-exibidos. Será que o recato não tem lugar nem espaço no léxico e no comportamento das pessoas? Será que o pudor nada significa ou ter-se-á perdido? Como poderemos conciliar o mistério (algo intrínseco à pessoa) com o mais divulgado e de exposição aos outros?

1. Programas televisivos ou outros afins têm ajudado a criar este ambiente de amostragem da vida íntima das pessoas. Anónimos que passam a ser conhecidos, por vezes pelas piores razões ou em razão daquilo que, em certos conceitos, seria dispensável. Com que facilidade emergem figurinhas de baixo relevo e que andam nas bocas do mundo pelo ridículo espetáculo que ostentam, sem vergonha nem pejo. Em certas circunstâncias é maior o desconforto de quem vê, lê ou se fica a saber do que a........

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