Certos ‘salvadores’ sem memória

É uma tendência crescente, em muitos setores da nossa sociedade, que quem entra em substituição como que faz ‘tábua rasa’ de quanto aconteceu antes dele, pretendendo dar início a algo ‘novo’, que pode ser tão interessante quão ridículo ou mesmo acintoso para com quem foi substituído…Vemos isso na vida política – governo geral, autarquias e até partidos – e mesmo no âmbito religioso, sobretudo por ocasião das mudanças – habituais ou ocasionais – de responsabilidade nas paróquias. Qual a razão desta tendência assim tentadora? Como se explica este fenómeno? Será de agora ou já se verificou no passado? Que revela isso sobre quem faz tal?1. Particularmente depois das recentes eleições autárquicas foi-se ouvindo que muitos dos vencedores deixaram ostensivamente cair projetos aprovados – alguns de milhões e com financiamento europeu – acoplando remendos tanto ou mais caros do que o programado… só porque parecia se uma forma de mostrar ‘autoridade’........

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