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Deus fustigado pela brisa da guerra

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saturday

Queiramos ou não, conforme tenho vertido implícita ou explicitamente noutras crónicas, a História pesa deveras. E nos últimos tempos o ambiente político internacional parece repescar traumas do pós-1.ª Guerra Mundial e, mais remotamente, da época medieval.

Por um lado, tal como no 1.º pós-guerra, é hoje legítimo pensarmos que o progresso científico e tecnológico conseguido nas últimas décadas não tem sido acompanhado de uma elevação suficiente do pensamento civilizacional, de uma matriz cultural em prol da boa vizinhança entre as nações ou comunidades diferentes. 

Finda a 1ª Guerra Mundial, ficou bem patente que a precedente Belle Epoque não passara de uma doce ilusão, violentamente esmagada, ridicularizada, a partir de 1914. Antes da guerra, os progressos da ciência tinham propiciado a descoberta da pasteurização ou da vacina contra a raiva (dois sucessos de Louis Pasteur), assim como do telefone, do automóvel ou do avião. Ah, mas permitiram também os avanços na química e na artilharia. O impactante canhão Berta, dos alemães (1914), ridicularizou os fortes de aço e betão armado das linhas........

© Diário do Minho