A forma e a circunstância
Mesmo numa ”sociedade aberta” como a nossa no Ocidente que integramos, incensada por Karl Popper, ninguém se constrói em absoluta liberdade, já todos o percebemos. Assumimo-nos como católicos, muçulmanos ou hindus, maioritária e substancialmente, não porque nos fincamos convictamente nos princípios da nossa crença, mas porque assim fomos formatados por aqueles que cuidaram de nós nos primeiros anos, por regra a família biológica. Quando adotamos posturas mais tolerantes no trato com terceiros, quando vertemos mais ou menos empatia com o estrangeiro entre nós, para lá de contextos do momento, refletimos também os valores que nos foram transmitidos e a mundividência em que fomos progressivamente envolvidos.
Estes considerados introdutórios não significam que nos podemos desculpar por todas as decisões ou comportamentos menos meritórios que adotemos, remetendo-os para a influência do meio ou, numa visão mais radical e próxima de Sigmund Freud, para o nosso........
