A Catástrofe |
Luis Ferreira
A irreverência do tempo e dos homens não nos deixa perceber com clareza as mudanças tremendas a que estamos sujeitos com o virar dos anos. Dependentes do que o tempo nos dá e da ação interventiva do homem, completamente desmesurada e dominada por objetivos essencialmente económicos, comprometemos o futuro da humanidade sem quase dar por isso.
Há alguns dias que estamos afastados de notícias relacionadas com a guerra da Ucrânia e do comportamento de Putin ou de Netanyahu ou até de Trump devido à intervenção da Kristin, do Leonardo e da Marta. Não foram convidados e, talvez por isso mesmo, trouxeram toda a raiva subjacente ao desprezo que lhes foi inicialmente atribuído.
Habituados a que este tipo de fenómenos acontecesse só na América, no Pacífico ou na Ásia, limitávamo-nos a comentar o acontecido e a lamentar as consequências com o pesar evidente face às tremendas perdas materiais e humanas. Longe estávamos de que a nós, longe de tudo e de todos, pudéssemos vivenciar tamanhas catástrofes. Nem o anticiclone dos Açores nos salvou.
Por aqui já tinham passado alguns ventos fortes e até mesmo furacões e trombas de água, o que já não era normal face ao histórico nacional. Para além das cheias dos........