Bragança não pode viver do mesmo
Bragança não pode viver do mesmo
Parte I — O esgotamento do modelo atual
Fala-se de Bragança como um território de história, identidade e resistência — e com razão. O concelho e o distrito carregam um património cultural e humano singular, feito de comunidades enraizadas, paisagens únicas e de uma relação profunda com o território.
Mas essa riqueza convive hoje com um sentimento difícil de ignorar: o de um interior que vai perdendo centralidade, população e oportunidades, enquanto o litoral concentra investimento, emprego e decisão.
Este não é um fenómeno novo. A assimetria entre interior e litoral tem décadas. Mas o facto de ser antiga não a torna inevitável e muito menos uma fatalidade. Apenas demonstra que o conformismo e as respostas até agora encontradas foram insuficientes, ou mal orientadas, para inverter a tendência.
Durante anos alimentou-se a ideia de que o Instituto Politécnico de Bragança seria o motor decisivo de transformação regional. E é justo reconhecer o mérito: o IPB trouxe internacionalização, conhecimento, juventude e dinamismo.
Mas acreditar que, por si só, conseguiria inverter tendências estruturais tão........
