Alienação Parental não é diagnóstico. Mas é real

O 25 de Abril lembra-nos, todos os anos, que a liberdade é um bem maior – conquistado, defendido e que precisa de ser continuamente reconstruído. Mas a liberdade não se esgota na esfera política. Ela vive também nas relações humanas, na forma como cuidamos uns dos outros e, sobretudo, na forma como protegemos as crianças. É por isso que, no mesmo dia em que celebramos a Revolução dos Cravos, assinalamos também o Dia Internacional de Consciencialização para a Alienação Parental.

Comecemos pelo essencial: “alienação parental” não é uma doença, não é uma perturbação, não é um diagnóstico clínico. Não consta nos manuais de diagnóstico internacionais, não é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, nem pela Associação Americana de Psiquiatria. E isso é importante, porque importa evitar rótulos, patologizações indevidas e instrumentalizações jurídicas que tantas vezes acabam por prejudicar quem deveria estar no centro de tudo: as crianças.

Mas o facto de não ser uma entidade clínica reconhecida como tal não significa que a dinâmica não exista. Existe, e tem um profundo impacto negativo a curto, médio e longo prazo. O que chamamos “alienação parental” (e colocamos aspas de forma intencional) remete para diversos........

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