A infância não espera. Prioridades urgentes para o novo ano
Aproxima-se um novo ano com a consciência de que, apesar dos avanços, Portugal continua a enfrentar desafios profundos na proteção das suas crianças e jovens. A infância não espera, e cada atraso nas respostas, cada falha de articulação, cada política que não sai do papel tem consequências reais na vida dos mais vulneráveis. Se queremos um país mais justo e mais seguro, temos de assumir prioridades claras e inadiáveis.
Comecemos pela capacitação das entidades de primeira linha - escolas, clubes desportivos, associações juvenis, estruturas de tempos livres, entidades religiosas - que diariamente estão em contacto direto com milhares de crianças e jovens. São estes profissionais e voluntários que, muitas vezes, têm a primeira oportunidade de detetar sinais de risco ou perigo, identificar mudanças comportamentais, escutar pedidos de ajuda e sinalizar situações que, de outra forma, permaneceriam invisíveis. Investir na sua formação não é apenas dotá-los de ferramentas técnicas: é garantir que sabem prevenir, reconhecer e agir de forma segura e........
