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Seis milhões, novecentos e oitenta e cinco mil – em 2100

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22.09.2021

Os resultados do último censo geraram vários comentários e algum espanto. Mas a crise demográfica é conhecida, pelo menos, há duas décadas, com estudos e documentários sobre o "inverno demográfico" que atinge o mundo mais desenvolvido, em especial o Ocidente.

Agora, as notícias destacaram duas ideias: "Portugal tem menos 214 mil residentes do que em 2011", e "saldo migratório positivo não compensa esta perda". Traduzindo: a quebra de natalidade foi o factor.

Infelizmente, é de prever pior, porque não se vê que as atitudes sociais e as políticas públicas mudem, apesar dos contínuos indicadores de erosão demográfica. As Nações Unidas acompanham esta realidade em todo o mundo e publicam estatísticas e previsões. O número no título é a última previsão para a nossa população no fim do século: seremos 6 985 000 (World Population Prospects 2019). Isto é: perderemos 400 mil habitantes por década, o dobro do que o último censo já revelou. Cairemos três milhões até acabar o século.

Na nossa parte do mundo, as estatísticas........

© Diário de Notícias


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