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O imperador Asselborn

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28.07.2021

Intrépido, determinado, subiu ao último piso da torre do Castelo de Berg. Aí, saiu por uma janela e, com a energia da fúria, venceu a dificuldade da idade: alçou-se, à corda, até ao pico mais alto da cobertura. Ergueu-se no pico do pico, olhou para leste, um pouco a sul, buscando as margens do Danúbio, descobriu a Hungria, levantou o braço, esticou o dedo e disse: "Rua!"

A imprensa escondeu este heroico repente do ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, o socialista Jean Asselborn. Reportou-nos apenas, nesse memorável 21 de Julho, a frase oficial: "Devemos realizar um referendo na União Europeia para saber se queremos tolerar Orbán na UE." Somou-se à ordem de Rutte o marechal holandês: "A Hungria já não tem lugar na União Europeia." Dito na mesma altura que isto: "A minha intenção é deixar a Hungria de joelhos." Para completar a Operação Benelux, faltaria a Bélgica, não fora, em Bruxelas, a bojuda e poderosa Comissão fazer de estado-maior e motor da manobra........

© Diário de Notícias


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