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Então, e eles?

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02.06.2021

Há anos que me interesso pela crise de natalidade. É um dos problemas mais sérios deste século. Um problema acentuado no Ocidente, mas que rola em todo o mundo. Não tem que ver com o reajuste das taxas de natalidade, depois de superarmos quadros sanitários muito precários, em que a mortalidade infantil era altíssima.

Hoje, a quebra da natalidade vai muito além de um "reajuste" demográfico, pela acentuada melhoria sanitária: está bastante abaixo do Índice Sintético de Fecundidade (IPS) de 2,1, que assegura a substituição natural das gerações, isto é, nem crescimento nem quebra da população, permanecer tal qual. O IPS é o principal indicador, medindo quantos filhos há, em média, por mulher em idade fértil. Em Portugal, caiu de 3,00 em 1970 para 1,42 em 2019. Somos dos piores na Europa.

O problema para que chamo a atenção é a necessidade de o tratamento da questão mudar, se queremos dirigir-nos ao problema e contribuir para a sua........

© Diário de Notícias


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