A vida do imigrante na guerra no Irã. E agora?

Petróleo nas alturas, corridas aos postos. No Brasil, para encher o tanque já são R$ 800,00. Em Portugal já chegamos à casa dos 90 euros. Sim, caros leitores, por meio de análises simples como essa se mede o exato poder de compra de uma população.

O preço dos alimentos disparou. Oferta de fertilizantes no mundo dependem de carregamentos que passam no Estreito de Ormuz. Será que estamos perto de uma crise alimentar? O Presidente Donald Trump declara que a guerra está prestes a acabar com a vitória dos EUA sobre o Irã. Será que é verdade?

Infelizmente a narrativa vinda da América não traduz a realidade. O conflito está longe do fim. Parece, pelo contrário, que está só no começo. Líbano e Síria já se envolveram e as incursões do Hezbollah mostram isso.  Será que Portugal é um bom lugar para se estar nesse cenário? Vamos aos fatos.

Economia mais estável é uma vantagem em relação ao Brasil. Cujo momento político se encontra em rota de colisão com os EUA.  Crise diplomática instalada, com a recusa do ministro Padilha de entrar inclusive no Panamá a pedido dos EUA. Cancelado o visto do agente americano em visita recente ao Brasil. 

Donald Trump exige a classificação de grupos do crime organizado como terroristas. E o Governo Brasileiro recusa essa insígnia. Também recusa a remessa de imigrantes ilegais ao Brasil. Reforçando a rusga na diplomacia entre os países. Um EUA irritado com o Brasil por causa do PIX, por causa do PCC e do Comando Vermelho, e agora com a maior cobertura da China. 

O Brasil, de país isento, acabou por deixar seu marco no lugar da foto que pretende estar. E não parece ser do lado americano. Um país dividido, com eleições em outubro e num momento político em que o mundo está disposto a deixar de lado a bandeira da paz e partir para conflitos armados que antes eram vistos como meras ameaças.

Caros leitores, e se, num mundo totalmente "hipotético", houver uma invasão do território brasileiro com a justificativa de prender dirigentes do crime organizado, cuja relação estreita com vários moradores de Brasília, acaba por implicar no derretimento da República? Lembrem-se: É só uma hipótese. Imagine se EUA seriam capazes de invadir um país dito democrático e definir regras de poder. Ops, parece que já até aconteceu! Mas não vamos falar sobre isso. 

No final, a Europa, nesse cantinho do Atlântico chamado Portugal, continua sendo um bom lugar para se estar. Principalmente porque aqui a gasóleo para se encher o tanque custa menos de 10% do salário mínimo, enquanto que do outro lado do Atlântico, na terra chamada Brasil, já custa a metade desse salário. 


© Diário de Notícias