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Preservar o legado de Merkel, abandonar o merkelismo

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23.09.2021

No mês em que se assinalam os 20 anos do 11 de Setembro, vivemos mais uma vez um momento determinante para o futuro do Ocidente. Por um lado, as circunstâncias dramáticas da retirada do Afeganistão marcaram simbolicamente o fim da era em que a Europa poderia contar com os Estados Unidos. Por outro, as eleições que decorrem na Alemanha procuram abrir um novo capítulo na política alemã e europeia, depois de 16 anos de liderança de Angela Merkel. A questão de saber se e como Berlim pode ajudar a UE a encontrar o seu caminho no labirinto cada vez mais perigoso da política mundial nunca foi, portanto, tão pertinente.

Um novo inquérito realizado em 12 países membros da UE pelo Conselho Europeu das Relações Externas (ECFR) revela que os europeus tendem a ver a Alemanha como uma força integradora e uma potência pró-europeia merecedora de confiança. O merkelismo, um estilo político baseado no equilíbrio hábil entre vários interesses com vista a encontrar compromissos satisfatórios para todas as partes envolvidas, parece ter sido um sucesso. Questionados sobre quem escolheriam (hipoteticamente) como "presidente da UE", se Merkel ou o presidente francês Emmanuel Macron, maiorias significativas em todos os países inquiridos (incluindo a França) preferiram a chanceler........

© Diário de Notícias


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