A vida sem estratégia para o fim

Há uma espécie de pacto silencioso que fazemos com a vida: sabemos que acaba, mas comportamo-nos como se fosse apenas um rumor distante. A morte é a única certeza democrática que temos, no entanto tratamo-la como um acidente improvável. E não é apenas na morte que evitamos pensar. Não queremos pensar nos anos que a antecedem, muitas vezes longos e exigentes, que empurramos para fora do enquadramento, como se não fossem connosco.

Planeamos carreiras, férias, investimentos, mas há uma espécie de ângulo morto quando se trata da fase mais vulnerável das nossas vidas. Não há estratégia para o fim, há superstição: pensar pode........

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