Portugal está a perder sem lutar |
Dez meses de negociação, mais de sessenta reuniões, e o Governo nunca explicou com clareza o que muda na vida de quem trabalha. Apresentou mais de cem alterações ao Código do Trabalho e deixou o campo da narrativa entregue a quem tinha interesse em simplificar para assustar. O resultado está à vista. A proposta chega ao Parlamento fragilizada, com uma greve geral já marcada e com partidos à esquerda e à direita à procura de razões para a bloquear.
O que torna isto mais grave é que o Trabalho XXI não é uma reforma radical. É um conjunto de ajustes modestos a um Código do Trabalho que continua a ser um dos mais rígidos da OCDE. Portugal tem produtividade 25% abaixo da média europeia e salários 35% inferiores aos parceiros comunitários. E há quem queira manter tudo na mesma.
Tomemos o banco de horas individual. A proposta permite que........