A tragédia torna mais visível a natureza das coisas

Nos últimos anos, muito nos aconteceu. Incêndios, pandemias, tempestades com nomes de pessoas, geralmente de mulheres, que trazem devastação e morte. Ponho tudo no mesmo saco para afirmar uma convicção que é, também, um lugar-comum: por muito que façamos, por muito bons que consigamos ser, por muito confortáveis que estejamos, dependemos de fatores que não controlamos e nos transcendem.

Nos últimos dias, algumas zonas do país, com particular destaque para o Centro e para a zona Oeste, foram brutalmente destruídas “pela fúria da natureza”. Ficará para a história como Kristin e teve o poder de desviar as atenções da campanha eleitoral - atores políticos, económicos e sociais multiplicaram-se em apelos, soluções e exibiram eficácia, mas também incúria.

Neste espaço tenho tentado ser porta-voz da importância do cooperativismo. Do estar perto das populações, do sermos empáticos e consequentes no modo como defendemos e concretizamos a ideia de proximidade. Tenho dado exemplos, escrito a partir de vários temas, procurado decifrar as palavras ditas pelas pessoas que nos iluminam - como na passada semana quando escrevi acerca do........

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