Depois das festas, as escolhas

Saímos das festas para o dever cívico de eleger um Presidente da República. Ora o nosso Presidente, isto é, o Chefe do Estado que a nossa Constituição desenhou, não sendo o tranquilo protagonista da inauguração de exposições florais, que o parlamentarismo puro propugna, nem o verdadeiro Chefe do Executivo que o presidencialismo determina, assume na realidade um papel interveniente na cena política, sem ter por isso poderes executivos, que não sejam o de Supremo Comandante das Forças Armadas, bem como a faculdade de demitir o Governo, de dissolver a Assembleia da República e de vetar ou enviar para o Tribunal Constitucional os projetos de lei do Governo. Deste modo, inspirados nalgum pensamento constitucionalista francês, de Benjamin Constant a Maurice Duverger, adotámos........

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