A ‘flânerie’ e o prazer de ler

Nas excelentes edições dos Poets and Dragons apareceu recentemente um escritor do sul, nem poeta assumido, nem sanguinário dragão, que se apresentou, com o seu lápis pronto e a sua sensibilidade à literatura medida numa balança por Vila Matas, como um flâneur, na estirpe de um Baudelaire lido por Walter Benjamin.

Chama-se esse senhor, que se passeia com proveito pela Literatura, João Ventura. Como no seu mais recente livro ele se ocupa da figura do flâneur e como eu passei quase todo o mês de março em viagem por três cidades da minha vida, a saber Estrasburgo, Viena e Paris, comecei a perguntar a mim próprio em que medida a minha viagem fora ou não uma flânerie.

E a resposta foi que não.

Por muito prazer e alegria que a minha viagem me........

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