Fazedores de pontes
João Vale de Almeida, que foi embaixador da UE nas Nações Unidas, e agora publicou O Divórcio das Nações , respondeu-me assim a uma pergunta sobre se ainda há espaço para o multilateralismo, uma longa argumentação: “A minha frase preferida em relação às Nações Unidas atualmente é dizer que não devemos deitar fora o bebé com a água do banho. E a água do banho é uma crise fundamental. As Nações Unidas, em alguns momentos recentes, estiveram muito perto da irrelevância, mas se nós deitarmos o bebé fora com a água do banho, com o que é que ficamos? Somos capazes de recriar, de refazer as Nações Unidas? Não me parece. Ou seja, antes de deitarmos o bebé, deitemos a água fora, vamos tentar melhorar as coisas, mas vamos tentar preservar o bebé para que ele possa crescer quando as condições forem mais favoráveis. Mas é preciso entender que as Nações Unidas não podem funcionar se o Conselho de Segurança não funcionar. E o Conselho de Segurança não funciona se os seus membros permanentes - os P5 - não funcionarem. Quando os membros permanentes são a causa da crise das Nações Unidas, como por exemplo a Rússia, quando viola claramente a Carta das Nações Unidas de forma sistemática nos últimos anos, ou a China boicotando alguns eixos de ação, ou os Estados Unidos funcionando à margem da Carta, é evidente que os P5 não........





















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