Europeísmo húngaro |
Ao conhecer o resultado das eleições húngaras de domingo, com a derrota de Viktor Orbán e o discurso de vitória de Péter Magyar, lembrei-me que se há uma capital europeia onde o mítico Danúbio se mostra com todo o esplendor é Budapeste. E na margem oriental, na parte plana da cidade que corresponde à antiga Peste (Buda destaca-se pelas colinas), o edifício do Parlamento húngaro sobressai pela beleza e, também, pela dimensão. Foi terminado em 1902, quando existia ainda o Império Austro-Húngaro e Budapeste pretendia rivalizar com Viena. Era na atual capital austríaca que vivia o imperador (também rei da Hungria), mas em Budapeste tudo era feito para que a cidade brilhasse, fosse através do imponente teatro de ópera, fosse através da construção do primeiro metropolitano da Europa Continental, ainda hoje uma das linhas em serviço, Património Mundial da UNESCO e especialmente popular entre os turistas.
O metro de Budapeste data do final do século XIX, um século de afirmação da nação húngara, cansada de um lugar secundário no Império dos Habsburgos. E o Parlamento foi concluído no início de um século XX que começou bastante promissor, mas revelou-se depois trágico para os húngaros de muitas formas, desde um país recriado no final da Primeira Guerra Mundial, perdendo a maior parte do território histórico, até a um longo período comunista a seguir à Segunda Guerra Mundial, como membro do Bloco Soviético. Se em 1956 a........