Resistir nem sempre é ganhar
Circula no espaço informacional uma tese sedutora: numa guerra entre uma força convencional e uma força híbrida, na ausência de uma vitória decisiva, vence quem resiste. A ideia é simples. E está errada.
Está errada porque assenta numa premissa pouco examinada: a de que o Irão seria o objectivo final deste conflito. Não era.
O erro está na confusão de planos. Há vários níveis de objectivos, e a sua sobreposição tem distorcido sistematicamente a análise.
O primeiro é estrutural. Não pertence a uma administração em particular, mas a uma linha de continuidade no pensamento estratégico norte-americano que atravessa mandatos e que a National Security Strategy de Dezembro de 2025 codifica com clareza invulgar: a economia é o terreno decisivo, a competição é primariamente tecnológica e de cadeias de abastecimento, e o adversário estrutural não está no Médio Oriente. O que está em disputa é a arquitectura de dependências energéticas globais e o controlo dos nós críticos que a........
