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O embate sobre a Gronelândia: soberania e a fenda na estabilidade nuclear

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21.01.2026

A tentativa da Administração Trump, em janeiro de 2026, de adquirir ou ocupar a Gronelândia reabre uma das fraturas mais perigosas da política internacional contemporânea: o choque entre soberania, recursos estratégicos e equilíbrio nuclear. O interesse norte-americano na ilha não é apenas económico. O controlo da Cordilheira de Lomonosov, eixo submarino que atravessa o Ártico e em que se fundamentam as reivindicações territoriais, confere uma vantagem geoestratégica singular, mas colide diretamente com as pretensões da Rússia e, em segundo plano, com as do Canadá. Em causa está, não apenas, o acesso a recursos minerais críticos, mas a arquitetura militar do próprio Polo Norte.

Ao acusar Copenhaga de menor capacidade e falta de empenho na vigilância da região, Washington insinua a substituição da soberania dinamarquesa por uma tutela funcional americana. Todavia, por trás desta racionalidade geopolítica, reside a mentalidade de Donald Trump como empresário imobiliário e o seu fascínio pelo........

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